Goiânia, 02 de julho de 2008

HOME

ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

EDITORIAS
Capa
Opinião
Cidades
Política
Economia
Mundo
Esporte
Magazine

CLASSIFICADOS
Vrum
Lugar Certo

COLUNAS
Giro
Direito e Justiça
Coluna social
- Arthur Rezende
- Spot
Memorandum
Crônicas e
outras histórias

SERVIÇOS
E-mail
Cartas dos leitores
Assinatura
Acontece
Na telinha
Cinema
Horóscopo
Guia do Assinante
Central
do Assinante

CHARGE

ESPECIAIS
Minimaratona 2007
Maratoninha 2007
Pensar 2007
Prêmio Propaganda

SITES
OJC
Tv Anhanguera
Goiasnet
Jornal do Tocantins
Fundação J. Câmara
Rede Anhanguera
97FM
Executiva FM

Anuncie

 

Jonathan Campos/
Gazeta do Povo

Tatiane Damiani é levada por policiais para entrevista coletiva em delegacia de Curitiba

Mulher joga filha
do sexto andar

Auxiliar de enfermagem, que
sofre de transtorno bipolar, disse
que queria “se livrar” da menina

Curitiba - Alegando incompetência para cuidar da filha Mariana Damiani Teixeira, de 8 meses, a auxiliar de enfermagem Tatiane Damiani, de 41 anos, confessou ter jogado a criança pela janela do sexto andar de um edifício no centro de Curitiba, onde as duas moravam, na segunda-feira à noite. A menina morreu ao se chocar contra a laje lateral do prédio. “Eu queria me livrar da Mariana, eu não queria cuidar, não queria trocar”, alegou a mulher. A polícia pediu exames de sanidade mental, mas já a indiciou por homicídio doloso.

Tatiane tem curso superior de enfermagem e deveria ser levada ao Complexo Penal Feminino, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. O Corpo de Bombeiros foi alertado, por volta das 21h30, para fazer um atendimento no local porque uma mulher queria se jogar de uma das janelas. Quando chegaram algumas pessoas de prédios vizinhos já tinham avistado a criança caída na laje. “Eu estava na portaria e o pessoal me pediu para verificar que tinha uma criança que caiu do prédio ou tinha sido arremessada”, disse o porteiro, Hélio Fagundes. No mesmo momento, outros moradores conseguiram demover Tatiane da idéia de se matar.

“Ouvi as mulheres gritando para que não se jogasse; em seguida, fui até o térreo para ver o que tinha acontecido. Os policiais estavam chegando e fui até o apartamento de onde a criança foi jogada. A mãe da criança estava sentada no sofá com outras duas senhoras tentando confortar”, relatou o morador Igor Dutra.

Tatiane foi presa em flagrante. A polícia precisou entrar com o carro no estacionamento do prédio para que Tatiane não fosse linchada. Os gritos de “assassina” foram ouvidos quando ela saía.

À delegada Eunice Vieira Bonome, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), a mãe disse que, depois de cumprir seu horário de trabalho no Hospital de Clínicas, onde está há cerca de 13 anos, ela foi à creche pegar a criança, levou-a para o apartamento e deu comida.

Depois, teria pegado um banquinho, colocado a criança no parapeito e simplesmente empurrado. E, com a mesma naturalidade, teria sentado no parapeito para também se jogar. A delegada disse que vai ouvir os moradores para saber os argumentos utilizados para demovê-la dessa idéia. Tatiane destacou que foi “incompetente” para se matar. “Sou covarde”,disse.

Em entrevista ontem, ela disse apenas que queria se “livrar” da filha. “Para não precisar dar banho, não precisar trocar, não precisar cuidar, não precisar alimentar”, disse. “Achava que entre nós não existia nada”, disse.

Uma afirmação contestada pela mãe de Tatiane, Raquele Damiani. “Ela tinha cuidado com a criança”, disse a avó, que saiu às 19 horas da noite de segunda-feira de Colorado (RS) e chegou em Curitiba às 7 horas da manhã, momento em soube da tragédia.

Segundo Raquele, quando a criança nasceu, ambas ficaram por quatro meses no Rio Grande do Sul. “Ela sempre cuidou dela; eu nunca dei banho, sempre ela deu banho, era bem cuidada; nunca, nunca, nunca judiou dela”, afirmou. Entre os moradores do prédio também não apareceu nenhum que criticasse as atitudes de Tatiane em relação a eles ou à criança.

Na entrevista, a enfermeira disse que já esteve internada para tratamento psiquiátrico e que usa medicamentos. Um dos locais por onde teria passado, segundo ela, é o Complexo Médico Penal (CPM), mas ali somente ficam detentos e ela ainda não tinha nenhuma passagem pela polícia. “Vamos investigar até que ponto a história da acusada é verdadeira”, disse a delegada.

A mãe de Tatiane afirmou que a filha tem transtorno bipolar (um distúrbio psiquiátrico cuja principal característica é a acentuada oscilação de humor), mas garantiu que ela fazia tratamento. “Não sei se parou de tomar o remédio”, ponderou. Segundo ela, a filha já teve outras crises, quando normalmente ficava alguns dias desaparecida. No sábado, ela tinha conversado por telefone com a filha e avisou que vinha visitá-la. “Ela disse que era bom porque estava meio esquecida”, afirmou. “Mas a gente depende de passagem, de ônibus, e cheguei atrasada.”

O pai da criança, Sérgio Teixeira, esteve no Instituto Médico-Legal (IML) para liberar o corpo da criança, a fim de sepultá-lo em Piraquara, onde mora. Ele não quis falar com a imprensa. Eles não moravam juntos. De acordo com Raquele, os dois se viam a cada 15 dias. (Agência Estado)

¤ LEIA MAIS:

Anterior | Cidades | Próxima