| Sinalização some em ruas da capital Faixas de pedestre e linhas divisórias sumiram por falta de manutenção da
SMT. Problema leva perigo à população
Maria José Silva
A cada dia, trafegar e andar a pé por ruas e avenidas de
Goiânia têm se tornado atitudes arriscadas para motoristas, usuários de transportes e
pedestres. Além do acúmulo de veículos nas ruas e do estresse diário causado pelo
trânsito congestionado, pessoas que residem, trabalham e visitam a capital convivem com
as deficiências da sinalização horizontal.
Faixas de pedestres, linhas divisórias de ruas e avenidas e
faixas de contenção, rente aos semáforos, instaladas em diferentes bairros da cidade,
praticamente sumiram devido à falta de manutenção. Em alguns pontos não há nem sinais
desse tipo de sinalização.
A reportagem do POPULAR percorreu setores localizados em
diversas regiões e constatou que o problema se espalha por toda a capital. Ao longo da
Avenida T-63, nos Setores Bueno, Jardim América e Parque Anhanguera, por exemplo, as
faixas para a travessia segura de pedestre estão difícil de visualizar. Da mesma forma,
as faixas de pare, na esquina da T-63 com as várias ruas que cruzam ou encontram a
avenida, sumiram no asfalto.
Até mesmo uma faixa de pedestre diferenciada, pintada em
caráter experimental de vermelho e amarelo na Avenida T-63 com a Rua C-252,
no Jardim América, está desaparecendo devido à ação do tempo e ao grande fluxo de
veículos associada à falta de reparos.
O problema também está presente em locais afastados, porém
de grande movimento. Ao longo da Avenida Castelo Branco, que passa pela Vila Regina, Setor
Rodoviário e Bairro São Francisco, as linhas divisórias e as faixas de pedestre
praticamente não existem mais. Até mesmo em frente à sede do Serviço Social do
Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat) entidades
que atuam na capacitação de motoristas para a existência de um trânsito seguro
a sinalização está sumindo.
Morosidade
O superintendente municipal de Trânsito, coronel Paulo Afonso Sanches, reconhece a
deficiência na sinalização e informa que o problema está acontecendo devido à
burocracia que envolve a aquisição da tinta padrão rodoviário, específica para
sinalização viária. Ele diz que o órgão não tem feito a manutenção das vias da
capital há cerca de três meses em função do demorado processo de licitação para a
compra do material. Empresas localizadas em diferentes Estados vencem determinados
lotes da licitação, o que estende mais o prazo para a aquisição do produto.
Paulo Sanches diz que o órgão adquiriu 3 mil baldes de
tinta e que o trabalho de recuperação da sinalização horizontal começaria a ser feito
ontem à noite. Os servidores municipais, segundo o coronel Sanches, começariam a fazer
os reparos na Avenida Perimetral Norte com a Rua Mato Grosso do Sul, no Setor Perim, onde
recentemente foi concluída uma obra.
Considerada uma das vias de maior movimento de Goiânia, que
corta a capital de leste a oeste, passando pela região norte, a Perimetral Norte é
também uma das avenidas mais perigosas da cidade, palco de muitos acidentes graves.
Ontem, a reportagem percorreu a via de ponta a ponta e constatou que, apesar de
deficitária, a sinalização no local está em melhores condições do que em outras
pistas, também de grande fluxo.
Na Avenida 1ª Radial, em frente ao Hospital de Urgências de
Goiânia (Hugo), no Setor Pedro Ludovico, por exemplo, a faixa para a travessia de
pedestre está apagada. Por dar acesso à maior unidade de saúde da capital especializada
no atendimento de urgência e emergência, a via é atravessada diariamente por uma
quantidade significativa de pessoas, entre as quais idosos e os portadores de necessidades
especiais.
Da mesma forma, uma faixa de pedestre localizada na Avenida
82, no Centro, em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira, está quase invisível. A
sinalização também desapareceu na confluência das Avenidas Consolação, Fernão Dias
e Pedro Ludovico, na Vila Mauá. O local, conhecido como saída para Guapó, tem grande
movimento de veículos pesados e, por isso, oferece perigo.
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