Goiânia, 1º de julho de 2008

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Reféns do lenocínio

A série de reportagens deste jornal sobre a dramática situação de mulheres originárias de Goiás exploradas e submetidas à prostituição na Espanha e em Portugal revela a movimentação de organizações não-governamentais protestando contra o que consideram verdadeira escravidão e reclamando ações do governo espanhol.

Está em vigor, em outros países na União Européia, convenção contra o tráfico de pessoas, que é o caso da maioria das goianas que se tornaram reféns do lenocínio na Península Ibérica. Mas o governo da Espanha ainda não aderiu aos termos dessa convenção.

A série mostra facetas diferentes desse lenocínio que colidem completamente com os argumentos em defesa da regulamentação da profissão de prostituta. Uma advogada do Centro de Direitos Humanos da região de Extremadura, Beatriz Cercas Garcia, declarou à reportagem: “Como estabelecer bases trabalhistas para alguém sujeito ao ciclo menstrual, exposto diariamente às drogas, às doenças e à violência inerente a essa condição de vida?”

Mencione-se o fato de que a violência se manifesta em forma de agressões físicas, ameaças, maus-tratos e condições insalubres ou degradantes de vida. Goianas já morreram lá, vítimas dessas situações.

É preciso maior vigilância e severidade no combate ao mal pela raiz, ou seja, um combate persistente à intermediação desse tráfico antes que as vítimas sejam embarcadas.

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