 Reféns do lenocínio
A série de reportagens deste jornal sobre a dramática
situação de mulheres originárias de Goiás exploradas e submetidas à prostituição na
Espanha e em Portugal revela a movimentação de organizações não-governamentais
protestando contra o que consideram verdadeira escravidão e reclamando ações do governo
espanhol.
Está em vigor, em outros países na União Européia,
convenção contra o tráfico de pessoas, que é o caso da maioria das goianas que se
tornaram reféns do lenocínio na Península Ibérica. Mas o governo da Espanha ainda não
aderiu aos termos dessa convenção.
A série mostra facetas diferentes desse lenocínio que
colidem completamente com os argumentos em defesa da regulamentação da profissão de
prostituta. Uma advogada do Centro de Direitos Humanos da região de Extremadura, Beatriz
Cercas Garcia, declarou à reportagem: Como estabelecer bases trabalhistas para
alguém sujeito ao ciclo menstrual, exposto diariamente às drogas, às doenças e à
violência inerente a essa condição de vida?
Mencione-se o fato de que a violência se manifesta em forma
de agressões físicas, ameaças, maus-tratos e condições insalubres ou degradantes de
vida. Goianas já morreram lá, vítimas dessas situações.
É preciso maior vigilância e severidade no combate ao mal
pela raiz, ou seja, um combate persistente à intermediação desse tráfico antes que as
vítimas sejam embarcadas.
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