Goiânia, 1º de julho de 2008

HOME

ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

EDITORIAS
Capa
Opinião
Cidades
Política
Economia
Mundo
Esporte
Magazine

CLASSIFICADOS
Vrum
Lugar Certo

COLUNAS
Giro
Direito e Justiça
Coluna social
- Arthur Rezende
- Spot
Memorandum
Crônicas e
outras histórias

SERVIÇOS
E-mail
Cartas dos leitores
Assinatura
Acontece
Na telinha
Cinema
Horóscopo
Guia do Assinante
Central
do Assinante

CHARGE

ESPECIAIS
Minimaratona 2007
Maratoninha 2007
Pensar 2007
Prêmio Propaganda

SITES
OJC
Tv Anhanguera
Goiasnet
Jornal do Tocantins
Fundação J. Câmara
Rede Anhanguera
97FM
Executiva FM

Anuncie

 

Planos de governo e eleições

O mundo político se agita com a proximidade das eleições, enquanto a maioria das pessoas mantém a sua rotina inalterada. As candidaturas vão se definindo, alianças são seladas, equipes de marketing trabalham a todo vapor. É nesse cenário caótico de pré-campanha e quase sempre de última hora, que nascem os projetos de governo.

Heloísa Lima

Há quem reclame dos que se propõem a governar nossas cidades por tamanho desleixo. Mas, por mais irritante que a pergunta possa soar: quem se importa com plano de governo? Quantos são os que votam em projetos, em idéias?

As pessoas não se sentem representadas pelos políticos e, desencantadas, deixam de prestar atenção em política. Com um agravante: a mania de querer levar vantagem em tudo, enraizada na cultura brasileira. Não seria leviandade dizer que não são poucos os que votam movidos por algum interesse. Há quem troque o voto por alguma vantagem imediata, como dinheiro, material de construção e tantas outras coisas.

Mas há os que o fazem de forma mais sutil. Querem ter um amigo ou conhecido no poder, alguém que vá arranjar um emprego ou mesmo fazer aquele favor quando for necessário.

É claro que um erro não justifica o outro. A falta de critério de uma parcela significativa do eleitorado não exime de culpa aqueles que se lançam a uma disputa sem um projeto para a cidade. Nada justifica que uma maioria dispute uma eleição visando tão somente se manter no poder. Mas não dá para ignorar que é difícil saber se o político profissional, que se move somente pelo desejo de poder, existe porque há eleitores que só querem tirar vantagem, ou se esses eleitores são conseqüência de um sistema político corrompido.

Só não dá para ter dúvidas de uma coisa: a corda arrebenta é do lado mais fraco. O eleitor que troca seu voto por uma ninharia, ou pela expectativa de tirar alguma vantagem do seu candidato, vai pagar muito caro por seu voto recebendo em troca péssimos serviços públicos. Esse eleitor vai ter de esperar horas para ser atendido em hospitais públicos, vai ter seus filhos estudando em escolas sem qualidade, ou vai até perder sua vida em alguma estrada esburacada, sem se dar conta que deu corda para o seu algoz enforcá-lo.

Heloísa Lima é jornalista.

ÍNDICE