Goiânia, 1º de julho de 2008

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União Africana rejeita críticas contra Mugabe

Líderes africanos reunidos ontem no Egito ignoraram os pedidos da comunidade internacional para criticar publicamente o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe - no poder desde 1980 e empossado no domingo para seu sexto mandato. Reunidos na cúpula da União Africana (UA), 37 presidentes do continente pediram a Mugabe que apenas “negocie um governo de coalizão com o opositor Morgan Tsvangirai”.

Durante os discursos da reunião, a maioria dos líderes africanos mencionou apenas os “desafios no Zimbábue”, mas ninguém criticou diretamente Mugabe, preferindo falar sobre outras questões referentes a África. Uma resolução feita por chanceleres da UA, que deve ser analisada durante os dois dias da cúpula, não criticou Mugabe, e, nem o segundo turno no país. Só recomendou diálogo entre as partes.

O governo sul-africano - cujo presidente, Thabo Mbeki, foi o principal mediador da crise - pediu pela primeira vez uma reunião entre Mugabe e Tsvangirai, para que fosse discutido um governo compartilhado. Mugabe estava presente na reunião.

Grande parte dos líderes africanos tem laços estreitos com Mugabe e o respeitam por sua atuação na guerra da independência do Zimbábue e, por isso, tem dificuldade em condenar as ações do presidente. No entanto, nem todos os líderes mantiveram silêncio durante a reunião no Egito.

O primeiro-ministro do Quênia, Raila Odinga, pediu que a UA suspendesse Mugabe. Já o queniano, Mwai Kibabi, porém, disse que a única solução para o problema é um governo de coalizão. (Agência Estado/AP)

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