EUA propõem sanções
ao governo do ZimbábueArmas
e bens poderão ser embargados. Medidas
serão submetidas à organização das nações unidas
Nova York - Os EUA divulgaram ontem
diretrizes de um pacote de sanções que será submetido ao Conselho de Segurança da
Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Zimbábue. As ações, que devem ser
seguidas pela União Européia (UE), prevêem o embargo de armas e congelamento de bens de
pessoas e empresas que apoiaram o enfraquecimento da democracia no país. As
medidas deverão entrar em vigor em 15 dias, caso sejam aprovadas pela ONU.
O governo americano, que desde o início das eleições do
Zimbábue não havia se pronunciado, menciona ainda a intenção de não reconhecer a
reeleição do presidente Robert Mugabe, ocorrida no dia 27 de junho, além de propor a
proibição de viagens dos que ajudaram o governo a arruinar processos
democráticos ou que apoiaram a violência de motivação política.
Apoiamos o crescimento das pressões sobre aqueles que
são responsáveis por subverter as eleições e por criar uma atmosfera na qual a
população zimbabuense foi descartada, disse o enviado britânico da ONU, John
Sawers. O departamento de Estado dos EUA divulgou ontem que o Conselho de Segurança irá
discutir formalmente as sanções para o Zimbábue a partir de amanhã.
As 15 nações do Conselho de Segurança, no entanto, estão
divididas na questão do Zimbábue e diplomatas afirmam que e África do Sul, que se opõe
à idéia de sanções contra o presidente Robert Mugabe, possui o apoio de dois membros
com poder de veto: a Rússia e a China. Segundo Sawers, a população do país não deve
ser punida com as medidas propostas.
Os EUA devem ainda aprovar as sanções contra o governo do
Zimbábue em uma ou duas semanas, informou a porta-voz da Casa Branca, Dana
Perino. O presidente George W. Bush pediu a seus secretários de Estado e Tesouro para que
estabeleçam novas medidas contra Mugabe. Não creio que leve tanto tempo para que
sejam adotadas. Precisamos dar-lhes uma ou duas semanas para que pensem a respeito,
disse Perino.
Antecipando a recomendação da ONU, o governo do Canadá
anunciou ontem que vai impor imediatamente sanções contra o Zimbábue, pouco depois de
Robert Mugabe ter sido reeleito em segundo turno. O governo do Canadá, o primeiro a se
manifestar, afirmou que não reconhece a legitimidade da vitória de Mugabe. (Agências
Internacionais)
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