Goiânia, 1º de julho de 2008

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EUA propõem sanções
ao governo do Zimbábue

Armas e bens poderão ser embargados. Medidas
serão submetidas à organização das nações unidas

Nova York - Os EUA divulgaram ontem diretrizes de um pacote de sanções que será submetido ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Zimbábue. As ações, que devem ser seguidas pela União Européia (UE), prevêem o embargo de armas e congelamento de bens de pessoas e empresas que “apoiaram o enfraquecimento da democracia” no país. As medidas deverão entrar em vigor em 15 dias, caso sejam aprovadas pela ONU.

O governo americano, que desde o início das eleições do Zimbábue não havia se pronunciado, menciona ainda a intenção de não reconhecer a reeleição do presidente Robert Mugabe, ocorrida no dia 27 de junho, além de propor a proibição de viagens dos que ajudaram o governo a “arruinar processos democráticos” ou “que apoiaram a violência de motivação política”.

“Apoiamos o crescimento das pressões sobre aqueles que são responsáveis por subverter as eleições e por criar uma atmosfera na qual a população zimbabuense foi descartada”, disse o enviado britânico da ONU, John Sawers. O departamento de Estado dos EUA divulgou ontem que o Conselho de Segurança irá discutir formalmente as sanções para o Zimbábue a partir de amanhã.

As 15 nações do Conselho de Segurança, no entanto, estão divididas na questão do Zimbábue e diplomatas afirmam que e África do Sul, que se opõe à idéia de sanções contra o presidente Robert Mugabe, possui o apoio de dois membros com poder de veto: a Rússia e a China. Segundo Sawers, a população do país não deve ser punida com as medidas propostas.

Os EUA devem ainda aprovar as sanções contra o governo do Zimbábue “em uma ou duas semanas”, informou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. O presidente George W. Bush pediu a seus secretários de Estado e Tesouro para que estabeleçam novas medidas contra Mugabe. “Não creio que leve tanto tempo para que sejam adotadas. Precisamos dar-lhes uma ou duas semanas para que pensem a respeito”, disse Perino.

Antecipando a recomendação da ONU, o governo do Canadá anunciou ontem que vai impor imediatamente sanções contra o Zimbábue, pouco depois de Robert Mugabe ter sido reeleito em segundo turno. O governo do Canadá, o primeiro a se manifestar, afirmou que não reconhece a legitimidade da vitória de Mugabe. (Agências Internacionais)

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