Goiânia, 1º de julho de 2008

As cartas devem ser encaminhadas à seção de Cartas dos Leitores (O POPULAR - Rua Thomas Edison, quadra 7, CEP 74835-130, Setor Serrinha), pelo fax (62) 3255-7513 ou pelo e-mail leitor@jornalopopular.
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Soluções para o trânsito
Há soluções que podem contribuir para um melhor escoamento de veículos no trânsito de Goiânia. Basta a SMT retirar o estacionamento dos dois lados de algumas ruas. As Avenidas T-5, T-15, D e Rua T-37, para ficar somente nessas, são vias de grande movimento e não comportam estacionamento duplo.

É inadmissível, também, que na Avenida 85 seja permitida a parada de automóveis em uma só quadra, prejudicando muitos em benefício de uns poucos. Do mesmo modo, cruzamento em avenida sem qualquer sinalização só se vê na Avenida T-1 com a T-52. São soluções simples, porém, parece que falta vontade política.

CARLOS BARTA
Setor Serrinha - Goiânia

¤ É assustadora a quantidade de carros, motos e até caminhões que trafegam na Rua da Raia, Jardim Atlântico, na contramão. O trânsito nessa rua foi alterado há cerca de dois meses, porém, mesmo com a sinalização indicando o sentido único, vários motoristas insistem em trafegar quase 500 metros em sentido contrário.

Com isso, correm o risco de causar acidentes ou atropelamentos. Pedimos uma ação imediata da SMT para impedir que esses motoristas imprudentes causem acidentes graves.

LUIZ GUSTAVO XAVIER
Jardim Atlântico - Goiânia


Confusão no Aeroporto
Na coluna Giro, sábado, foi comentado o caos do trânsito no Aeroporto de Goiânia, em função de que o estacionamento está sempre lotado, levando os motoristas a utilizarem a área de embarque e desembarque.

Isso resulta em confusão, já que a pista do local é estreita. Gostaria de relatar um fato ocorrido quinta-feira, no Aeroporto de Goiânia, na área de desembarque de passageiros com deficiência física. Às 9 horas, cheguei àquele local, juntamente com minha mãe, que teve a coluna fraturada em acidente no ano passado. Por esta razão, ela não consegue andar grandes distâncias sem sentir dores.

Assim, fui até a área de desembarque de deficientes para que ela pudesse sair do carro e entrar no saguão do aeroporto sem precisar andar muito. Contudo, havia um táxi estacionado na área, supostamente reservada. Somente depois de muito insistir com o motorista, consegui que o táxi fosse retirado para que pudesse estacionar e desembarcar minha mãe com segurança. O interessante é que o motorista apenas mudou o táxi de lugar enquanto eu estava desembarcando a passageira.

Quando saí com meu veículo, para estacioná-lo em local adequado, o motorista do táxi, retornou com seu carro ao local reservado para deficientes físicos. Não havia qualquer funcionário do aeroporto no local, supervisionando ou orientando os usuários. Reclamei à Infraero sobre o ocorrido, que me retornou, via e-mail, informando que o fato será apurado.

CLÁUDIA PIRES AMARAL
Goiânia - GO


Turismo em Caldas Novas
É louvável a contribuição que O POPULAR proporciona a todos os segmentos de atividades do Estado. Particularmente no que se refere a Caldas Novas, cabe-me agradecer mais essa – a carta do leitor Claudinei Paulino. Realmente, não é do nosso ofício cuidar tão-somente de artistas e jornalistas que vêm a nossa cidade, mas de todo aquele que elege Caldas Novas para o seu lazer e repouso.

Sendo assim, ofereço a ele, bem como a todos os visitantes, o mesmo tapete vermelho que merece o nosso Katteca. Estou há apenas cem dias no cargo e tenho data para sair, ou seja, ao término do atual mandato municipal. Mas, como o beija-flor da fábula, empresto o bico para tentar apagar o incêndio. Busco tentar reduzir ao máximo, com ênfase para o atendimento, os incômodos causados por uma tradição infelizmente ruim.

Quando de sua vinda, Claudinei, e isso se aplica a todos os que assim o quiserem, estarei de plantão no edifício da prefeitura, ao seu dispor. Sobre o malfadado som automotivo, devo informá-lo que essa prática está quase eliminada na cidade, graças ao apoio da Polícia Militar, com ordens expressas do coronel Viveiros. A cada dia, um novo problema é solucionado e sua queixa é muito valiosa para nós, auxiliares municipais.

LEÔNIDAS BARROS DE CASTRO
Secretário de Turismo de Caldas Novas


O legado de Ruth Cardoso
Alguns podem até concordar com a máxima de Nelson Rodrigues de que “toda unanimidade é burra”. Mas eu não. Se há uma unanimidade que não tem nada de ignorante ou alienada é a que confirma a contribuição inestimável da doutora Ruth Cardoso à Nação. A antropóloga e professora figura entre as personalidades que tornaram nosso País mais justo na atualidade. Intelectual de posições firmes, ela mudou o conceito do que é ser primeira-dama no Brasil. Por meio do programa Comunidade Solidária, foi ativa e, refletindo seu teor de educadora, deu aula aos empresários e autoridades brasileiras de como é possível realizar ações sociais positivas, reunindo esforços e utilizando a educação como veio-condutor de mudança.

Por tudo isso, talvez Ruth Cardoso seja uma das poucas personalidades nacionais que teve seu reconhecimento em vida. A sociedade brasileira teve o mérito de reconhecer seu valor enquanto esteve conosco. Mas, agora, fica a todos nós um legado a ser seguido, uma missão a ser cumprida por todos os homens e mulheres de bem deste País. Seguir seu exemplo e dar continuidade ao trabalho de construção de um país menos desigual e mais justo para todos.

Marlene Salgado de Oliveira
Reitora da Universo


Segurança pública
As considerações do leitor Leandro Amaral refletem um pouco a realidade da segurança pública municipal. A desinformação e os interesses obtusos na segurança pública não são exclusivos de políticos mal informados. Na verdade os interesses mais ocultos são das instituições de polícia e da indústria da segurança privada. Indústria sim, já que o medo produz dinheiro.
Independente da opinião pessoal, a guarda civil no Brasil está se destacando. Em cidades do Estado de São Paulo e em Curitiba, não há dúvida sobre a importância dessa instituição para a segurança pública municipal. Em Goiás, a guarda civil está relegada a um segundo plano. Neste aspecto quem paga o preço é a população que a cada dia sofre mais, vítima da violência gratuita espalhada pela cidade. Seja dos bandidos, seja dos próprios detentores do poder de polícia (vide o caso do tiroteio no trânsito entre PM x policial civil).

Diz a Constituição que segurança pública é dever do Estado e direito e responsabilidade de todos. A guarda civil está atuando de forma precária por falta de perspectiva dos políticos. Mas também por interesse de instituições que sugam os cofres públicos, sem no entanto proporcionar uma sociedade mais segura. Os custos da segurança pública é que deveriam estar no centro do debate.

Gasta-se muito, mas os únicos índices que nunca regridem são os da violência. O maior patrimônio é a vida dos cidadãos. Fechar os olhos para o debate sobre municipalização da segurança é repetir o enredo da cúpula preocupada em perder dividendos e sem condições para responder positivamente com a redução da criminalidade e da violência.

JAKSON PERDIGÃO
Guarda civil - Goiânia