| Ex-piloto passou por Stock Car e Marcas Apesar de avesso a acompanhar o mundo da velocidade e de ter vendido sua
última moto em 1986, Edmar Ferreira ainda se emociona ao lembrar uma corrida e um grande
amigo das pistas. Foi em Goiânia, em 1980, seu último ano de competição. A disputa era
com Tucano, com quem disputava as 24 horas de Le Mans e Bol Dor.
Ele foi mais rápido em todos os treinos. Na corrida,
escolhi um pneu mais fino e ganhei. Cheguei 300 metros na frente, diz Edmar,
lembrando a comemoração efusiva do momento. Foi o reconhecimento da minha
vitória.
Edmar começou a correr de moto em 1964. O primeiro título
brasileiro veio em 1973. Depois disso, ele venceu mais cinco temporadas (1974, 75, 76, 79
e 80). Em 1975, foi para o Mundial. Uma corrida inesquecível foi a primeira, em Paul
Ricard, na França. Ele corria com o número 13 em quase todas as provas. O pessoal
achava que dava azar, mas nunca tive isso. Era meu número preferido, explica. No
Bikers Classics, em Spa-Francorchamps, usará o 8.
O goiano disputou o Mundial por três anos e morava na
Holanda durante a temporada. A segurança na época não era como agora, mas existia,
segundo Edmar. Só tive uma clavícula e um pulso quebrados. Mas não tínhamos a
proteção na região cervical.
Após encerrar a carreira, Edmar correu na Stock Car de 1980
a 1983, com os Opalas. Em 1984, foi para o Campeonato de Marcas e Pilotos. Correu de Ford
(Escort) e Fiat (Uno). (PP) |