Goiânia, 1º de julho de 2008

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Previsão de inflação sobe para 6,3%

Relatório focus do Banco Central indica que o teto da
meta de inflação, de 6,5%, pode ser rompido este ano

Brasília - As projeções do mercado financeiro revelam chances reais de que o teto da meta de inflação, de 6,5%, seja rompido neste ano. Pela pesquisa Focus, os 80 analistas consultados prevêem IPCA acumulado em 6,3%, contra 6,08% na semana anterior.

O porcentual sobe a 6,46% se o recorte for feito para as cinco instituições que mais acertam suas previsões, o chamado Top Five. As expectativas sobem há 14 semanas consecutivas, O objetivo definido para 2008 tem como centro 4,5%, mas pode variar dois pontos para mais ou para menos. Por isso, cresce entre os economistas a avaliação de que a autoridade monetária vai aumentar a magnitude das elevações.

Desde abril, o BC aumentou os juros em 1 ponto porcentual, em duas doses de 0,5 ponto. Não por menos, embora a previsão para a taxa Selic tenha sido mantida em 2008 — 14,25% ao ano em dezembro, dois pontos acima do patamar atual —, houve alteração da perspectiva para 2009. O número do Focus, para dezembro do próximo ano, subiu de 13% para 13,5%.

Ou seja, a falta de trégua na escalada dos preços — os indicadores vêm surpreendendo negativamente semana a semana — consolidou a expectativa de que o ciclo de alta dos juros básicos será longo. O próprio BC, na semana passada, elevou a projeção para o IPCA no ano, do centro da meta para 6%.

A elevação nas expectativas de inflação também é cada vez mais sentida nas projeções para 2009, que registram aumentos há três semanas consecutivas. No último levantamento, a previsão do IPCA ficou em 4,8% ao ano, contra uma previsão dos economistas de 4,78% ao ano na pesquisa do dia 20.

Os demais índices também seguem pressionados. O IGP-DI deve subir 11,36% em vez dos 11,02% contidos no documento passado. No IGP-M, o aumento previsto é de 11% e não de 10,36%.

A comunicação da meta de inflação de 4,5% para 2010, fixada ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), criou forte ruído no mercado, pois indicou que o governo espera combater o atual surto inflacionário de forma mais gradual, num prazo mais longo. Ontem o CMN manteve a TJLP para o terceiro trimestre deste ano em 6,5%. (FP e AE)

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