Goiânia, 1º de julho de 2008

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Cristina Cabral - 14.5.08

Vanice Novais, também condenada por tortura

Engenheiro lavou as mãos, diz juiz

Marco Antônio Calabresi, marido de Silvia Calabresi Lima, foi considerado culpado por ter se omitido ao saber que Lucélia era torturada dentro da sua própria casa. Apesar de ter garantido que permanecia pouco tempo na residência, o juiz José Carlos Duarte, da 7ª Vara Criminal de Goiânia, entendeu que o engenheiro agiu “como Pôncio Pilatos, lavou as mãos, quando a própria lei lhe exigia o dever de agir”.

Thiago Calabresi Lima, filho do casal, foi absolvido por falta de provas. O juiz acolheu a tese da defesa de que ele não morava com os pais, portanto, não presenciava nem tomava conhecimento do que se passava no apartamento.

Com a condenação de ontem falta apenas a decisão daJustiça com relação à mãe biológica de Lucélia, Joana d’Arc da Silva. Ela foi denunciada por ter recebido dinheiro para entregar a filha à empresária. Quando foi morar com Sílvia Calabresi, a garota estava aos cuidados da mãe. Joana d’Arc alegou que acreditava estar garantindo um futuro melhor para a filha. O processo contra a mulher foi desmembrado a pedido da defesa, que solicitou parecer do Ministério Público (MP) para aplicação de suspensão do processo, pois a pena nesse tipo de crime é inferior a um ano.

Lucélia mora no Centro de Valorização da Mulher (Cevam) desde que foi resgatada. Ela deverá permanecer no abrigo até que o juiz da Infância e da Juventude, Maurício Porfírio Rosa, decida sobre seu futuro. Tanto a mãe como o pai da menina, Lourenço Ferreira, reivindicaram a sua guarda.

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