Goiânia, 1º de julho de 2008

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Ricardo Rafael

Karla Régia se fingiu de morta para escapar

“Ele estava determinado a matar ”

Maria José Silva

Um dos homicídios mais emblemáticos ocorridos neste ano vitimou o empresário Itamar Nunes Mascarenhas, de 28 anos, morto no último dia 15. O acusado de ter cometido o crime, o professor da Universidade Federal de Goiás Fernando de Freitas Fernandes, de 39, permanece preso na Delegacia de Investigações de Homicídios.

Ontem, a comerciante Karla Régia Martins de Oliveira Barbosa, de 29 anos, namorada de Itamar Mascarenhas e testemunha do crime, afirmou que Fernando Fernandes não apresentava sinais de embriaguez quando disparou os tiros de pistola que causaram a morte do empresário e ferimentos nela. Segundo diz, o professor retornou ao posto de combustível no Setor Leste Universitário determinado a matar alguém. A vítima, por acaso, acabou sendo o empresário.

Karla Régia diz que o professor foi até a caminhonete do empresário, abriu a porta e perguntou onde estavam as “piriguetes”. Itamar Mascarenhas disse que não sabia do que se tratava e fechou a porta. O acusado insistiu em perguntar pelo paradeiro das mulheres e abriu a porta mais três vezes.

A comerciante conta que Fernando Fernandes deu dois passos para trás, dando a entender que iria embora. Depois, ele retornou com a arma em punho. Itamar Mascarenhas, conforme relata, chegou a segurar na arma para impedir os disparos.

O empresário morreu dentro do veículo. A jovem, atingida na face, punho e ombro, correu até o lavajato do posto. O professor, conforme disse, perseguiu-a e disparou outro tiro, ferindo-a de raspão na cabeça. Ela informa que teve de fingir que estava morta. “Ele estava determinado a matar”, diz.

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