Ricardo Rafael

Karla Régia se fingiu de morta para escapar |
Ele estava determinado a matar
Maria José Silva
Um dos homicídios mais emblemáticos ocorridos neste ano
vitimou o empresário Itamar Nunes Mascarenhas, de 28 anos, morto no último dia 15. O
acusado de ter cometido o crime, o professor da Universidade Federal de Goiás Fernando de
Freitas Fernandes, de 39, permanece preso na Delegacia de Investigações de Homicídios.
Ontem, a comerciante Karla Régia Martins de Oliveira
Barbosa, de 29 anos, namorada de Itamar Mascarenhas e testemunha do crime, afirmou que
Fernando Fernandes não apresentava sinais de embriaguez quando disparou os tiros de
pistola que causaram a morte do empresário e ferimentos nela. Segundo diz, o professor
retornou ao posto de combustível no Setor Leste Universitário determinado a matar
alguém. A vítima, por acaso, acabou sendo o empresário.
Karla Régia diz que o professor foi até a caminhonete do
empresário, abriu a porta e perguntou onde estavam as piriguetes. Itamar
Mascarenhas disse que não sabia do que se tratava e fechou a porta. O acusado insistiu em
perguntar pelo paradeiro das mulheres e abriu a porta mais três vezes.
A comerciante conta que Fernando Fernandes deu dois passos
para trás, dando a entender que iria embora. Depois, ele retornou com a arma em punho.
Itamar Mascarenhas, conforme relata, chegou a segurar na arma para impedir os disparos.
O empresário morreu dentro do veículo. A jovem, atingida na
face, punho e ombro, correu até o lavajato do posto. O professor, conforme disse,
perseguiu-a e disparou outro tiro, ferindo-a de raspão na cabeça. Ela informa que teve
de fingir que estava morta. Ele estava determinado a matar, diz. |