Goiânia, 1º de agosto de 2008

HOME

ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

EDITORIAS
Capa
Opinião
Cidades
Política
Economia
Mundo
Esporte
Magazine

CLASSIFICADOS
Vrum
Lugar Certo

COLUNAS
Giro
Direito e Justiça
Coluna social
- Arthur Rezende
- Spot
Memorandum
Crônicas e
outras histórias

SERVIÇOS
E-mail
Cartas dos leitores
Assinatura
Acontece
Na telinha
Cinema
Horóscopo
Guia do Assinante
Central
do Assinante

CHARGE

ESPECIAIS
Minimaratona 2007
Maratoninha 2007
Pensar 2007
Prêmio Propaganda

SITES
OJC
Tv Anhanguera
Goiasnet
Jornal do Tocantins
Fundação J. Câmara
Rede Anhanguera
97FM
Executiva FM

Anuncie

 

Tarso prega punição a torturadores

Ministro abriu ontem audiência pública que trata dos atos de agentes do estado durante regime militar

Brasília – O ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu a punição de militares, policiais e agentes do Estado que tenham praticado tortura, assassinatos e violações dos direitos humanos durante o regime militar (1964-1985). No entendimento do ministro, essas práticas constituem crimes comuns e não crimes políticos e, por isso, seus autores não podem ser beneficiados pela anistia de 1979.

Tarso fez as declarações no Ministério da Justiça, ao abrir ontem uma audiência pública que teve por objetivo analisar a definição de responsabilidades, civis e criminais, de agentes do Estado que mataram e praticaram torturas no período dos governos militares. Para ele, os violadores dos direitos humanos agiram fora da ordem do próprio regime. “A partir do momento em que o agente do Estado pega o prisioneiro e o tortura num porão, ele sai da legalidade do próprio regime militar e se torna um criminoso comum. Não foi um ato político. Ele violou a ordem jurídica da própria ditadura e tem de se responsabilizado”, explicou.

Segundo Tarso, a anistia brasileira, ao contrário da África do Sul e de outras partes do mundo, não resultou de uma ruptura, mas de uma “transição conservadora”.

Por isso, a seu ver, a nossa anistia “não foi um ponto de chegada, mas um ponto de partida do processo de reconciliação nacional”. A idéia da audiência, que tem por tema Limites e Possibilidades para Responsabilização Jurídica dos Agentes Violadores de Direitos Humanos durante o Estado de Exceção no Brasil, é reavaliar os marcos legais da medida.

Ele disse que a punição dos torturadores e assassinos não é “revanchismo” do governo, e sim parte de uma discussão democrática e necessária. “O povo e o governo que têm vergonha têm de fazê-la (a discussão), sem se incomodar com insinuações de pequenos blogs que nos acusam de revanchismo. É uma discussão de fundo sobre as instituições da República e o futuro da democracia”, declarou.

Segundo Tarso, os agentes que “sujaram as mãos” devem ser tratados sem nenhum privilégio. “Essa gente, que entrou em uma casa à noite cumprindo um mandado superior, que realizou uma prisão ilegal mas que a realizou dentro das normas do regime autoritário, e levou o prisioneiro para um local de interrogatório, até esse momento, estava de acordo com o regime vigente e, por esse ato, não pode ser responsabilizado. Mas, a partir do momento em que esse agente pega o prisioneiro, leva para um porão e o tortura, ele saiu da própria legalidade do regime militar”, condenou. (Agência Estado)

¤ LEIA MAIS:

Anterior | Política | Próxima