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Brendan Fraser e Maria Bello com o
exército de terracota em cena de ação de A Múmia: Tumba do Imperador Dragão:
mitologia oriental |
ESTRÉIAS
A Múmia que Veio da China
Terceira aventura da série, A Múmia: Tumba do
Imperador Dragão investe em efeitos especiais e artes marciais
Rute Guedes
Com uma origem que remonta aos primórdios do cinema de
terror, ainda na década de 30, a história de A Múmia deixou seu cenário natural, o
Egito, e, em sua versão mais moderna, A Múmia: Tumba do Imperador Dragão, chegou até
à China. A franquia contemporânea, que se iniciou em 1999, já teve dois longas e chega
ao terceiro episódio.
O galã Brendan Fraser continua no comando da aventura, mas a
mocinha vivida por Rachel Weisz deixou o barco e foi substituída por Maria Bello.
Voltando ao cenário, saem de cena os elementos egípcios, dando lugar à mitologia
oriental de milhares de anos atrás, em meio ao exército de terracota que fora liderado
por um bravo Imperador. O papel é de Jet Li, um dos maiores astros das artes marciais de
Hong Kong e sucesso em Hollywood com filmes de ação.
O Imperador Dragão (Jet Li) comandava há 2 mil anos um dos
maiores exércitos que já andara pela Terra até então. Todo o seu poder e força,
porém, de nada valeu diante da maldição de uma mulher que o condenou a passar a
eternidade, junto aos seus homens, sepultados em argila como um exército de terracota.
Em meados do século 20, o jovem aventureiro e arqueólogo
prático Alex OConnell, filho do ex-mercenário de Rick (Brendan Fraser), está
trabalhando numa região remota da China e encontra a tumba de um imperador. Em Xangai, os
pais do inexperiente Alex estão praticamente aposentados, mas são chamados novamente ao
perigo quando o imperador e seu exército acordam e querem dominar o mundo. A mulher que
provocou a tragédia também está de volta e quer vingança.
As filmagens da produção se estenderam por cinco meses
entre Canadá, Pequim e Xangai. Além dos tradicionais efeitos especiais já explorados
nos dois primeiros episódios da série, o componente asiático do terceiro filme serviu
como gancho para muitas seqüências de artes marciais. A presença de Jet Li, um mestre
do gênero já bastante conhecido no Ocidente, foi considerada tão necessária pela
produção que, apesar de sua agenda lotada, a equipe se esforçou ao máximo para
colocá-lo no elenco, adequando o cronograma às possibilidades dele. Quando isso não
acontecia, o roteiro era mudado e o personagem aparecia na tela como imagem digital, uma
espécie de caveira, mas com tons de terracota.
Foi a série A Múmia que trouxe de volta, no final dos anos
90, os chamados filmes de arqueólogo doido: aventuras sem precisão histórica, regadas a
muitos efeitos especiais (muitos nem tão convincentes), cenas de luta e perseguição
misturadas com um humor pastelão. Com bem mais de charme, a série Indiana Jones tinha
feito isso nos anos 80, mas o jeitão ainda menos sério de A Múmia conquistou o
público. O barulho provocado pelo retorno de Indiana Jones, em maio, prova que as
platéias de cinema ainda aprovam aventuras inspiradas em passados distantes e, de
preferência, bem exóticos, sem quaisquer interesse na veracidade histórica.
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A Múmia: Tumba do Imperador Dragão: Alemanha/Canadá/EUA, 2008
¤ Direção: Rob Cohen
¤ Elenco: Maria Bello, Jet Li, Brendan Fraser
¤ Cines: Cinemark 1, Cinemark 8, SR Flamboyant 4, SR
Flamboyant 5 , SRGoiânia 5 , SR Goiânia 6 , Moviecom Buriti 2, Lumiere Bougainville
1,Lumiere Araguaia 1, Lumiere Portal 1, Lumiere Banana 5, Ritz 2
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