 Brutalidade
A população de Goiânia está chocada com o absurdo número
de acontecimentos brutais, numa escalada de violência inimaginável, que tornou o mês de
julho a pior marca da violência desde o início desta década.
A cidade se tornou também referência internacional negativa
por causa de uma dessas brutalidades, com a identificação da jovem que foi morta e
esquartejada, e teve parte do corpo colocado em uma mala jogada nas proximidades do Rio
Meia Ponte. A jovem era inglesa e o crime alcança repercussão no exterior.
Este teatro do absurdo registra também a crueldade a que
estava sendo submetida uma criança de apenas meses de idade, espancada pelo padrasto, sem
que a mãe denunciasse os maus-tratos e agressões sofridas pelo bebê.
Passaram de 260 os homicídios registrados em Goiânia neste
ano, número que cresce ainda muito mais se consideradas as estatísticas das cidades que
formam a Região Metropolitana da capital, principalmente Aparecida de Goiânia. De acordo
com a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios, atualmente em torno de 80%
dessas ocorrências têm ligação com o tráfico ou uso de drogas. E a maior parte das
vítimas é formada por jovens.
Diante desse cerco da violência, mais do que nunca, todos
devem fazer a sua parte, desde a conscientização até a responsabilidade de combate ao
crime e punição dos criminosos, para tentar impedir a disseminação de tanta
brutalidade.
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