Goiânia, 1º de agosto de 2008

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Brutalidade

A população de Goiânia está chocada com o absurdo número de acontecimentos brutais, numa escalada de violência inimaginável, que tornou o mês de julho a pior marca da violência desde o início desta década.

A cidade se tornou também referência internacional negativa por causa de uma dessas brutalidades, com a identificação da jovem que foi morta e esquartejada, e teve parte do corpo colocado em uma mala jogada nas proximidades do Rio Meia Ponte. A jovem era inglesa e o crime alcança repercussão no exterior.

Este teatro do absurdo registra também a crueldade a que estava sendo submetida uma criança de apenas meses de idade, espancada pelo padrasto, sem que a mãe denunciasse os maus-tratos e agressões sofridas pelo bebê.

Passaram de 260 os homicídios registrados em Goiânia neste ano, número que cresce ainda muito mais se consideradas as estatísticas das cidades que formam a Região Metropolitana da capital, principalmente Aparecida de Goiânia. De acordo com a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios, atualmente em torno de 80% dessas ocorrências têm ligação com o tráfico ou uso de drogas. E a maior parte das vítimas é formada por jovens.

Diante desse cerco da violência, mais do que nunca, todos devem fazer a sua parte, desde a conscientização até a responsabilidade de combate ao crime e punição dos criminosos, para tentar impedir a disseminação de tanta brutalidade.

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